Destaques


Cultura negra é tema de Festival do Case

30/11
2018





Oficina de break, de toque de tambor, pinturas de rosto africanas, dança afro, brincadeiras africanas como mamba, capitão do mato e amarelinha africana, apresentação de dança dos orixás, vivência de capoeira. Todas estas influências africanas que permeiam a cultura brasileira foram vivenciadas ontem e hoje por usuários das setes unidades do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), que estiveram presentes na Casa do Hip Hop para o Festival de Artes Negras do Case, o Fancase. Maria Clara dos Santos Oliveira e Emanuely Vitória Cordeiro, usuárias da unidade Algodoal do Case estavam bem animadas com o Festival. Devidamente paramentadas com pinturas africanas, elas explicaram que amaram participar do Festival e aprender um pouco mais da cultura negra. Maria Clara frisou que o grande aprendizado do dia foi a importância do combate ao preconceito e ao racismo. Wagner Farias, idealizador do Festival, juntamente com o Ubiratan, o Bira, ambos educadores do Case, explicaram que tentaram reunir os elementos que já vivenciam nas comunidades e no próprio serviço para apresentar ao usuários, muito deles descendentes de negros, as belezas e as nuances da cultura. Presente no segundo dia do Festival, a Secretária Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Eliete Nunes, frisou a energia boa que sentiu ao entrar na casa do Hip Hop e enalteceu a atividade, que fortalece a cultura através do conhecimento de suas manifestações. É a primeira vez que o Case realiza o Festival. A ideia, conforme informativo do serviço, “é resgatar a Mãe África, mesmo que através de uma nostalgia, de um lamento. É esse território, representando por esses temas, que reapareceu em várias atividades, de cunho cooperativo e também no espaço lúdico.” Case - é um serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, desenvolvido em parceria entre a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social e a Associação Atlética Educando Pelo Esporte e atende diariamente crianças e adolescentes entre seis e 15 anos de idade em situação de vulnerabilidade social, prioritariamente aquelas que se encontram em situação de trabalho infantil, inserindo-as no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI, do Governo Federal. O serviço tem capacidade para atender cerca de 1.100 crianças e adolescentes/mês disponibilizando espaços de referência para o convívio grupal, comunitário e social e o desenvolvimento de relações de afetividade, solidariedade e respeito mútuo. Possibilita a ampliação do universo informacional, artístico e cultural de crianças e adolescentes, bem como estimula o desenvolvimento de potencialidades, habilidades e talentos.
O trabalho visa momentos de promoção da socialização e aprofundamento dos relacionamentos, oferecendo aos participantes a vivência de espaços coletivos de diálogo, respeito à opinião e a valores do outro. No atendimento são trabalhados temas de interesse das crianças e adolescentes. As unidades estão localizadas nos bairros Algodoal, Bosques do Lenheiro, Jaraguá, Jardim Itapuã, Jardim Oriente, Parque dos Sabiás e Parque Orlanda. A sede da Associação Atlética Educando pelo Esporte fica localizada na Rua Benedito Bonzon Penteado, 615, na Pauliceia.
Centro de Comunicação Social Sabrina Rodrigues Bologna: 31076


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